terça-feira, 31 de julho de 2012
1. Will
Estava sentado no sofá na sala da casa de Ronnie, pensava em enquanto estava feliz por poder passar mais um ano com sua amada.
Também se lembrava da primeira vez que esteve ali, há mais de três anos, no meio do ano antes do início das aulas na Columbia.
No mesmo ano, o pai de Ronnie havia falecido de um câncer de estomago, sua irmã se casado e desde que se mudou para Nova York estava morando na casa dos noivos.
Esperava Ronnie para mais um dos seus típicos passeios turísticos do final de semana, hoje talvez visitem a Estatua da Liberdade e dêem um passeio de barco pela baía de Manhattan.
Encostou a cabeça na parede ainda pensando no que faria quando a viu entrar pela porta. Estava linda.
Camiseta regata, um short jeans curto e uma rasteirinha dourada. O cabelo preso ao alto deixava bem a mostra o seu rosto, que deixava ainda mais bonito e encantador o seu sorriso.
Fotografaram todos os ângulos da Estatua da Liberdade e depois atravessaram a ponte do Brooklyn conversando sobre a comemoração dos cem anos da independência e do presente da França aos Estados Unidos.
No meio do caminho pararam em uma lanchonete para comprar um suco. Com o copo na mão, Ronnie apoiou-se no cercado e ficou um tempo observando o porto e admirando os navios.
-Isso tudo é lindo, não é? Há anos que venho aqui e o lugar parece sempre mudar, todos os dias. Mas depois que meu pai foi embora isso aqui nunca mais foi o mesmo. Pra mim passou a ser um simples local para turistas.
Will abaixou a cabeça, colocou o braço em volta dos ombros dela e parou para ouvi-la.
-Depois que pude “encontrá-lo” novamente e depois de você ter vindo pra cá, cada cantinho de Nova York voltou a ter valor - fez uma pausa, olhou para Will, ele estava atento – Principalmente agora que esses lugares viraram meu modo de vida. Você não vai dizer nada?
-Hãn, bom. Acho que você deveria fotografar o pôr-do-sol da baía de Manhattan, o rio Hudson, as luzes nos arranhas céus lá no fundo- conforme ia dizendo apontava para os lugares – a ponte do Brooklyn e o Soho.
Ela riu, ele também. Depois os dois terminaram de percorrer o caminho e se posicionaram num lugar que os permitia ter uma vista completa da ponte, do horizonte e do pôr-do-sol se formando ao longe.
Ela tirou as fotos, se esforçando para que as fotografias ficassem perfeitas.
Depois que entrou para Julliard precisou de um meio de se manter, ganhou a bolsa, portanto não precisava pagar a faculdade, mas sair todas as semanas com Will iria custar caro e não podia deixar que ele pagasse todos os passeios e nem podia ficar pedindo dinheiro para sua mãe todo final de semana. Resolveu então, procurar um emprego. Encontrou uma vaga como fotografa de um guia turístico, cada foto da cidade seria vendida por um ótimo preço.
-Quer tomar um sorvete?
Ronnie estava atenta e não o ouviu falando. Ele parou aguardando por uma resposta, só daí ela percebeu que ele estava esperando por algo.
-Hã? Falou alguma coisa?
-Perguntei – disse dando risadas – se você quer tomar um sorvete.
-Quero sim! Pode ser de baunilha com cobertura de chocolate e você? Quer do que?
-Acho que quero o mesmo.
-O mesmo? Você não gosta de cobertura de chocolate.
-É mesmo. Então pode ser de morango.
Will pagou pelas casquinhas e os dois caminharam até o Greenwich Village.
Ronnie se distraiu com as casas daquele bairro que nem percebeu quando derramou sorvete em sua camiseta. Will riu e tratou de alertá-la
-ãã, Ronnie. Você deixou cair sorvete em sua camiseta.
Ela olhou.
-Que raiva! Tirei do varal hoje de manhã.
Riram juntos da situação.
-Sabe, quando eu era pequena aconteceu à mesma coisa quando vim aqui pela primeira vez, com meu pai.
Ela ficou quieta, pareceu pensativa. Percebendo que a lembrança do pai podia magoa-a, Will prolongou a conversa
-Mas aposto que a programação não foi exatamente à mesma.
-Como assim?
-Tenho certeza de que ele não fez o mesmo que eu.
-O que você fez?
-Não fiz, ainda.
Quando Ronnie levantou a cabeça, foi surpreendida. Will diminuiu a distancia entre eles, abriu a mão em suas costas e a puxou para mais perto de si.
Quando seus corpos se encontraram pode sentir o gelo do sorvete da camiseta dela, sujando a sua. Mesmo assim, não interrompeu a sua intenção.
Fixou os olhos nos de Ronnie, pegou em seu rosto e depois a beijou.
-Você tem razão, não tem comparação.
Prólogo: Ronnie
Pensava constantemente em Will, obviamente.
A maior parte do tempo revivia as lembranças do verão que haviam passado juntos em vez do breve encontro que tiveram por ultimo na igreja. Não tinha notícias dele desde o funeral, e, depois que o Natal passou, começou a perder a esperança de que telefonaria de fato. Ela se lembrado de ele ter dito algo sobre passar as férias na Europa, mas cada dia que passava sem suas noticias, vacilava entre a certeza de ainda amá-lo e a falta de esperança de a situação se resolver. Talvez fosse melhor que ele não telefonasse, disse a si mesma, pois o que havia para ser dito?
Deu um sorriso triste, tentando tirar aqueles pensamentos de sua mente. Tinha trabalho a fazer, e, conforme voltava à atenção para o seu mais novo projeto, uma música com tendências pop e country, lembrou a si mesma de que estava na hora de olhar para frente e não para trás. Podia ser aceita em Julliard ou não, embora o diretor tenha dito que a sua candidatura parecia “muito promissória”. Não importa o que acontecesse, sabia que o seu futuro estava na musica, e, de uma forma ou de outra, encontraria o caminho de volta a essa paixão.
Em cima do piano, seu telefone começou a vibrar. Ao pegá-lo supôs que fosse sua mãe, até olhar para a tela ficou paralisada ao olhar novamente enquanto ele vibrava. Respirou fundo, levantou a tampa e levou-o até o ouvido.
-Alô?
-Oi – disse uma voz familiar- É o Will.
Ela tentou imaginar de onde ele poderia estar ligando. Parecia haver um eco atrás dele, similar a um aeroporto.
-Você acabou de sair do avião? –ela perguntou
-Não. Voltei há alguns dias. Por quê?
-Estou escutando um som estranho – disse, sentindo eu coração apertar só um pouquinho. Ele havia chegado há alguns dias, mas só agora tinha ligado- E como foi na Europa?
-Foi muito bom, na verdade. Minha mãe e eu estamos nos dando bem melhor do que eu esperava. Como vai o Jonah?
-Ele está bem. Está melhor... Ainda é difícil.
-Sinto muito – ele disse, e ela ouviu o eco novamente. Talvez estivesse na varanda de sua casa – O que mais você tem feito?
-Eu fiz uma audição eu Julliard, e acho que fui muito bem...
-Eu sei.
-Como você sabe?
-E por que mais você estaria aí?
Ela tentou entender sua resposta.
-Bem, não... É que eles me deixam estudar aqui até o piano do meu pai chegar, por causa da historia do meu pai com Julliard e tudo o mais. O diretor era muito amigo dele.
-Espero que você não esteja tão ocupada estudando que não possa tirar uma folga.
-Do que você está falando?
-Espero que você esteja livre nesse fim de semana para sair comigo. Quer dizer, se não tiver outros planos.
Sentiu seu coração sair pela boca.
-Você vai vir para Nova York?
-Vou ficar com Megan. Sabe como é, ver como andam os recém-casados.
-Quando você vai chegar?
-Vejamos... – dava quase para vê-lo olhar no relógio – Aterrissei a pouco mais de uma hora.
-Você está aqui? Onde você está?
Demorou um pouco para ele responder, quando ela ouviu sua voz de novo, percebeu que não vinha do telefone. Vinha por detrás dela. Virou-se e o viu parado na porta com o telefone na mão.
-Desculpe. Não pude resistir.
Mesmo sabendo que ele estava ali, não conseguia acreditar no que via. Fechou os olhos e os abriu novamente.
Sim, ele ainda estava lá. Impressionante.
-Por que você não me avisou que estava vindo?
-Por que eu queria fazer uma surpresa.
E fez mesmo, era tudo que conseguia pensar. Usando jeans e uma blusa de lã com decote V, ele estava mais bonito do que ela se lembrava.
-Além do mais, a algo importante que quero dizer para você.
-O que é?
-Antes de responder, quero saber se o encontro está de pé.
-Que encontro?
-Neste final de semana, lembra? Está de pé?
Ela sorriu.
-Sim está de pé.
Ele concordou com a cabeça.
-E no outro fim de semana?
Pela primeira vez, ela hesitou:
-Quanto tempo você vai ficar?
Ele começou a aproximar-se dela lentamente:
-Bem... Era sobre isso que eu queria falar com você. Lembra-se de quando eu falei para você que minha primeira opção não era Vanderbilt? Que eu queria mesmo era ir para essa outra faculdade que tinha um programa de ciências ambientais incríveis? Então, quando eu estava na Europa, descobri que eles aceitam transferência no meio do ano. Começo a estudar lá no próximo semestre, imaginei que você ia querer saber.
- Bem... Que bom! – disse hesitante- Para onde você vai?
-Columbia.
Por um instante, ela não estava certa se havia entendido direito.
- Você está falando da Columbia de Nova York?
-Essa mesmo.
-Sério? – quase gritou ao falar.
-Começo em algumas semanas. Dá pra imaginar? Um típico rapaz do Sul como eu perdido na cidade grande? Provavelmente vou precisar de alguém que me ajude a me adaptar à cidade, e tinha esperanças de que esse alguém fosse você, se você não se importar.
Ele já estava perto o suficiente para pegar na calça dela. Quando a trouxe para perto, ela sentiu tudo ao seu redor desmoronar. Will ia estudar lá. Em Nova York. Com ela.
E, com isso, ela o abraçou, sentindo o corpo dele encaixar-se perfeitamente ao seu, sabendo que não havia nada a fazer para tornar aquele momento melhor do que estava.
-Por mim, tudo bem. Mas não vai ser nada fácil para você. Não há pesca nem lama por aqui.
Os braços dele deslizavam por sua cintura.
-Já imaginava.
-E nem muito vôlei de praia. Principalmente em janeiro.
- Acho que vou ter que fazer alguns sacrifícios.
-Talvez, se tiver sorte, podemos pensar em outras maneiras de ocupar seu tempo livre.
Inclinando-se, ele a beijou delicadamente, primeiro no rosto, depois nos lábios. Quando seus olhares se encontraram, ela viu o jovem que tinha amado no verão passado e que ainda amava.
-Eu nunca deixei de te amar, Ronnie. E nunca deixei de pensar em você. Mesmo que o verão tenha acabado.
-Eu também te amo, Will Blakelee – ela sussurrou, inclinando-se para beijá-lo novamente.
Oioioiii
Meu nome é Tamyres Cristina Fim e vou, apartir de hoje, publicar o meu livro "Algo Mais Que a Esperança" neste blog.
A história é inspirada no clássico "A Ultima Musica" de Nicholas Sparks, onde Ronnie (protagonista) passa pelos mesmos problemas de seu pai.
O livro, eu gostaria de dedicar para as minhas professora Ana Maria e Gema.
Espero que gostem.
Com carinho,
a autora.
A história é inspirada no clássico "A Ultima Musica" de Nicholas Sparks, onde Ronnie (protagonista) passa pelos mesmos problemas de seu pai.
O livro, eu gostaria de dedicar para as minhas professora Ana Maria e Gema.
Espero que gostem.
Com carinho,
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