sábado, 4 de agosto de 2012

4: Ronnie

O celular despertou no criado, era hora de levantar. Não queria se atrasar. Travou o despertador e puxou a toalha. Refez o percurso da chave na fechadura e se dirigiu ao banheiro, quando foi entrar percebeu que o cômodo estava trancado. Bateu a porta.
-Jonah eu preciso tomar banho
-Ah, você acordou! Agora espera.
-Eu vou me atrasar, Jonah!
Quando foi responder a campainha tocou.
-Atende lá, deve ser pra mim! 
Era Brian á porta. Kim atendeu e ele entrou.
-Oi meu amor, o que está fazendo aqui?
-Oi Kim, bom dia! Vim levar as crianças á escola.
Depois que respondeu a pergunta de sua amada, ouviu uma gritaria ao longe. A voz era feminina. Provavelmente a de Ronnie
-Jonah, eu vou me atrasar.
-Calma Ronnie ele já está saindo – Brian tentou acalmá-la
-Já ta mais que na hora, ele está lá dentro há vinte minutos!
-Vinte minutos? Jonah as garotas não gostam de tanta vaidade.
Todos riram.
-Não se preocupe Ronnie – ele abriu a porta e levantou os braços – Já sai!
Ela tomou seu banho e se trocou rapidamente. Tinha um teste em uma hora e não queria se atrasar, principalmente porque o caminho era longo.
Foi para cozinha se despedir, todos estava à mesa.
-Tchau, mãe. Tchau, Jonah. Brian.
-Deixe que eu te leve hoje, querida- o padrasto tentou ser gentil
-Não precisa obrigada. E por favor, para de me chamar de querida. Meu pai me chamava assim e só ele, tudo bem?
-Sim claro! – ele levantou os braços como se fosse inocente – nada de querida, entendi!
Antes que pudesse ignorar o pedido de inocência, a mãe se intrometeu na conversa
-Ronnie deixe de ser ingrata, peça desculpas e aceite a carona.
-Mãe!
O olhar de sua mãe a deixou sem ter o que fazer. Sabia que se não fizesse o que ela estava mandando seria bem pior.
-Tudo bem. Mas temos de ir agora!
Brian e Jonah se levantaram.
-Sem problemas. Vamos filhão!

Deixaram Jonah na escola. Assim que ele saiu, Ronnie pulou para o banco da frente.
-Pega aquela rua, é mais rápido.
-Sim claro!
Ficaram um pouco em silencio, até que Brian tomou coragem para falar
-Ronnie posso te fazer uma pergunta?
-Pode tentar. Mas se eu achar inconveniente não irei responder.
-Você acha que seu irmão precisa de alguma coisa.
-Acho – também achava que ali havia coisa- Mas seja o que for não é de um pai, porque ele tem a mim.
Ele concordou com a cabeça.
-Você dormiu bem hoje?
-Já foram duas perguntas. Mas não, eu não dormi bem essa noite. Por quê?
-Jonah disse que viu, digo... Que escutou você se remexer na cama.
-Sim, mas isso não interessa para você.
Ele parou em frente à faculdade.
-Me desculpe, só estava tentando...
Ronnie saiu do carro.
-Sei o que você está tentando fazer. Só uma dica: para com isso, porque você não vai conseguir.
Bateu a porta do carro e pegou o celular. E enviou uma mensagem de texto para Will:
“Me liga assim que puder. Preciso falar com você. Urgente”
Dirigiu-se até a sala de apresentações, se sentou em umas das cadeiras. Ao som da musica que outro aluno apresentara, ela parou e pensou no que seu pai faria diante daquela situação. Estava muito preocupada com Jonah.
Pouco depois, ouviu o professor chamar pelo seu nome:
-Verônica Miller
Ela se levantou, deixou a mochila no assento e se dirigiu ao palco. Sentou-se atrás do piano e começou a tocar uma das peças tocadas por ela no Carnegie Hall aos seis anos.

Depois da apresentação, escolheu um restaurante simples para almoçar. Estava observando o cardápio, quando Will ligou.
-Ronnie? Você queria falar comigo?
-Quero sim, mas prefiro que conversemos pessoalmente a história é grande. Onde você está?
-Acabei de sair da Columbia, parei para almoçar. E você?
Ela o avistou entrando no local
-Um pouco à frente.
-Como?
-Duas mesas á sua frente.
Will olhou para o lado e avistou-a. Acenou e foi de encontro com ela.
-Não sabia que você comia em um lugar como esse.
-Os ricos são os meus pais, eu não. Então, sobre o que você quer conversar?
Eles se sentaram e ela prosseguiu.
-É sobre o Jonah, ele anda muito estranho. Na noite de ontem, fui ate o quarto dele e percebi certa movimentação. Escondiam algo na cômoda.
-O que era?
-Não sei. Tentei perguntar disfarçadamente, mas ele não contou nada, nem uma dica.
-O que você acha que pode ser?
-Não tenho nem idéia, mas tenho muito medo. Seja o que for ele ficou preocupado com o fato de eu ter entrado no quarto de surpresa.
-Por quê?
O garçom se aproximou.
-Posso anotar o pedido?
-Uma soda. Arroz, salada e maionese.
-Outra soda e qualquer prato que tenha frango.
Assim que ele se afastou, Ronnie respondeu a pergunta de Will.
-Escutei uma movimentação de madrugada. Quando me levantei, ouvi Jonah ao telefone chamando a pessoa na linha de pai
-Você acha que era o Brian?
-Não sei, mas já pensei na possibilidade.
-Ou seu irmão é maluco e entra em contato com o alem através do telefone da sala.
Eles riram.
-Sem graça, isso é serio. Estou preocupada.
-Sei que você está, mas não deve ser nada. Apenas um mal entendido. Agora, mudando de assunto. O que você vai fazer no feriado?
-Ainda não tenho programação, mas quero sair da rotina. Fiz um teste hoje e ficarei perturbada por um bom tempo se ficar em casa.
-Quer ir pra praia comigo?
-Pra praia? Você vai pra casa de seus pais?
-Não. Rio de Janeiro. Minha irmã e o marido vão para lá e não quero ficar sozinho.
-Pensando bem, pode ser legal. Vocês vão quando?
-Na sexta-feira, assim que as suas aulas terminarem. Ás três, não é?
-Ás três.
O garçom retornou, trazendo o pedido. Almoçaram em silencio, não tocaram mais no assunto.

Encontre esperança em tudo ao seu redor!!"

 

  
Seje em uma pequena pomba, no rosto de uma criança, nos seus amigos ou em uma plantinha, encontre no mundo a esperança que você precisa para continuar. E nunca, NUNCA desista!!"

3: Jonah

“Essa não, a Ronnie está desconfiada. Ela viu, só pode ter visto. Não, ela não pode ter visto. Nós estávamos atentos, mas ela entrou de repente... ai meu Deus. Ela viu” Jonah não dormiu pensando no que a irmã havia dito.
Ficou horas parado na cama pensando no assunto, depois levantou tomou um copo de leite e pegou o telefone. Ao terceiro toque a ligação foi atendida:
-Alô, pai?
-Oi, Jonah. Que horas são? Aconteceu alguma coisa?
-Já é tarde. Eu te acordei? Você não vai ficar bravo comigo vai? Você disse que poderia ligar a qualquer hora.
-Não Jonah, tudo bem. Aconteceu alguma coisa?
-Ela viu pai, ela viu. Bom, eu acho.
-Quem viu o quê, menino? Não estou entendendo.
-A Ronnie. Eu estava no quarto com o Markus e o Filipi e a Ronnie entrou, depois do jantar ela veio me perguntar se eu estava bem. Agora eu não consigo dormir e se ela viu?
-Calma Jonah e fala baixo para a sua mãe não acordar. Pode ter sido só um mal entendido, nem eu nem você queremos acreditar que ela tenha visto algo, ta? Quando puder eu falo com ela. Vá dormir que amanha você tem escola, quer que eu te leve?
Antes que pudesse responder ouviu um barulho, quando se virou pode ver uma sombra percorrendo o sofá. Assustado voltou ao telefone.
-Quero sim, até amanha. Boa noite, pai!
-Boa noite, Jonah!
Colocou o aparelho no gancho e foi até a cama de sua mãe, ela estava dormindo e não parecia ter levantado. Quando estava indo para seu quarto parou no da irmã. A porta estava trancada.

Portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor.
A maior delas, porém, é o amor

2: Ronnie

Colocou sua bolsa em cima do sofá e esperou ouvir as perguntas de seu irmão. Há muito tempo ele vinha fazendo o trabalho do “homem da casa”, dizendo que antes de morrer o pai havia confiado nele para proteger sua irmã.
Ela porem, não iria dizer mais do que o necessário. Diria que foi tirar fotos, só. Mais nada. Apesar de seu dia ter sido incrível, Jonah não precisava ficar sabendo.
Quando parou de pensar nos bons momentos anteriores, percebeu que não havia ouvido a voz de seu irmão desde quando chegara.
Dirigiu-se até seu quarto e a porta estava entreaberta, quando a abriu pode ver Jonah e dois colegas numa movimentação, parecia que escondiam algo na gaveta da cômoda.            
-Oi, Jonah!- resolveu ser discreta
-AH, você chegou Ronnie – disse nervoso, tentando disfarçar algo- Onde estava? Por acaso sabe que horas são?
-Estava com o Will tirando fotos para o guia – respondeu sabendo que ele gostava de Will – Fomos ao Brooklyn. E vocês o que estão fazendo?
Eles se entreolharam.
-ãã. Estávamos conversando. Só conversando.
-Então ta – estava curiosa para saber o que eles haviam escondido, mas não queria pressioná-lo - Onde a mãe está?
-Foi ao mercado com o Brian, disse que traria pizza. Brócolis sem bacon, né?
-É sim, obrigado!
-De nada, sei que você gosta!
Estava se afastando como ele a chamou:
-Ronnie!
-Pode falar!
-Você acha que o Filipi e o Markus podem jantar hoje com a gente?
-Bom acho que sim, vou ligar pra mamãe e pedir para que traga mais pizzas.
-Valeu mana!
Ainda estava indignada e curiosa, mas acabou esquecendo-se do ocorrido. Ligou para Kim
Mas tarde ela chegou com as pizzas. Brian e os amigos de Jonah jantaram com a família. Filipi e Markus sempre freqüentavam nossa casa, os três não se desgrudavam. Mas vendo o comportamento deles nessa noite, ficou um pouco assustada, nunca havia os visto agirem daquela forma. Toda vez que um deles recebia uma pergunta, os três se entreolhavam e respondiam nervosos.
Depois do jantar, Brian se despediu, aproveitou que estava de saída e levou os garotos para suas casas.
Ronnie tomou um banho e antes de se deitar, passou pelo quarto de Jonah. Ele esta se aprontando para dormir.
-Já vai se deitar?
-Vou sim, estou um pouco cansado!
-Jonah, tem algo que você queira me contar?
-Não nada, porque a pergunta mana?
-Eu achei você meio preocupado hoje. Tem certeza que não aconteceu nada?
-Tenho, é só canseira mesmo.
-Então ta. Boa noite durma bem!
Aconteceu algo, definitivamente alguma coisa aconteceu.
Ela sabia disso

terça-feira, 31 de julho de 2012

Inspire-se

1. Will

Estava sentado no sofá na sala da casa de Ronnie, pensava em enquanto estava feliz por poder passar mais um ano com sua amada.
Também se lembrava da primeira vez que esteve ali, há mais de três anos, no meio do ano antes do início das aulas na Columbia.
No mesmo ano, o pai de Ronnie havia falecido de um câncer de estomago, sua irmã se casado e desde que se mudou para Nova York estava morando na casa dos noivos.
Esperava Ronnie para mais um dos seus típicos passeios turísticos do final de semana, hoje talvez visitem a Estatua da Liberdade e dêem um passeio de barco pela baía de Manhattan.
Encostou a cabeça na parede ainda pensando no que faria quando a viu entrar pela porta. Estava linda.
Camiseta regata, um short jeans curto e uma rasteirinha dourada. O cabelo preso ao alto deixava bem a mostra o seu rosto, que deixava ainda mais bonito e encantador o seu sorriso.

Fotografaram todos os ângulos da Estatua da Liberdade e depois atravessaram a ponte do Brooklyn conversando sobre a comemoração dos cem anos da independência e do presente da França aos Estados Unidos.
No meio do caminho pararam em uma lanchonete para comprar um suco. Com o copo na mão, Ronnie apoiou-se no cercado e ficou um tempo observando o porto e admirando os navios.
-Isso tudo é lindo, não é? Há anos que venho aqui e o lugar parece sempre mudar, todos os dias. Mas depois que meu pai foi embora isso aqui nunca mais foi o mesmo. Pra mim passou a ser um simples local para turistas.
Will abaixou a cabeça, colocou o braço em volta dos ombros dela e parou para ouvi-la.
-Depois que pude “encontrá-lo” novamente e depois de você ter vindo pra cá, cada cantinho de Nova York voltou a ter valor - fez uma pausa, olhou para Will, ele estava atento – Principalmente agora que esses lugares viraram meu modo de vida. Você não vai dizer nada?
-Hãn, bom. Acho que você deveria fotografar o pôr-do-sol da baía de Manhattan, o rio Hudson, as luzes nos arranhas céus lá no fundo- conforme ia dizendo apontava para os lugares – a ponte do Brooklyn e o Soho.
Ela riu, ele também. Depois os dois terminaram de percorrer o caminho e se posicionaram num lugar que os permitia ter uma vista completa da ponte, do horizonte e do pôr-do-sol se formando ao longe.
Ela tirou as fotos, se esforçando para que as fotografias ficassem perfeitas.
Depois que entrou para Julliard precisou de um meio de se manter, ganhou a bolsa, portanto não precisava pagar a faculdade, mas sair todas as semanas com Will iria custar caro e não podia deixar que ele pagasse todos os passeios e nem podia ficar pedindo dinheiro para sua mãe todo final de semana. Resolveu então, procurar um emprego. Encontrou uma vaga como fotografa de um guia turístico, cada foto da cidade seria vendida por um ótimo preço.
-Quer tomar um sorvete?
Ronnie estava atenta e não o ouviu falando. Ele parou aguardando por uma resposta, só daí ela percebeu que ele estava esperando por algo.
-Hã? Falou alguma coisa?
-Perguntei – disse dando risadas – se você quer tomar um sorvete.
-Quero sim! Pode ser de baunilha com cobertura de chocolate e você? Quer do que?
-Acho que quero o mesmo.
-O mesmo? Você não gosta de cobertura de chocolate.
-É mesmo. Então pode ser de morango.
Will pagou pelas casquinhas e os dois caminharam até o Greenwich Village.
Ronnie se distraiu com as casas daquele bairro que nem percebeu quando derramou sorvete em sua camiseta. Will riu e tratou de alertá-la
-ãã, Ronnie. Você deixou cair sorvete em sua camiseta.
Ela olhou.
-Que raiva! Tirei do varal hoje de manhã.
 Riram juntos da situação.
-Sabe, quando eu era pequena aconteceu à mesma coisa quando vim aqui pela primeira vez, com meu pai.
Ela ficou quieta, pareceu pensativa. Percebendo que a lembrança do pai podia magoa-a, Will prolongou a conversa
-Mas aposto que a programação não foi exatamente à mesma.
-Como assim?
-Tenho certeza de que ele não fez o mesmo que eu.
-O que você fez?
-Não fiz, ainda.
Quando Ronnie levantou a cabeça, foi surpreendida. Will diminuiu a distancia entre eles, abriu a mão em suas costas e a puxou para mais perto de si.
Quando seus corpos se encontraram pode sentir o gelo do sorvete da camiseta dela, sujando a sua. Mesmo assim, não interrompeu a sua intenção.
Fixou os olhos nos de Ronnie, pegou em seu rosto e depois a beijou.
-Você tem razão, não tem comparação.

Prólogo: Ronnie

Pensava constantemente em Will, obviamente.
A maior parte do tempo revivia as lembranças do verão que haviam passado juntos em vez do breve encontro que tiveram por ultimo na igreja. Não tinha notícias dele desde o funeral, e, depois que o Natal passou, começou a perder a esperança de que telefonaria de fato. Ela se lembrado de ele ter dito algo sobre passar as férias na Europa, mas cada dia que passava sem suas noticias, vacilava entre a certeza de ainda amá-lo e a falta de esperança de a situação se resolver. Talvez fosse melhor que ele não telefonasse, disse a si mesma, pois o que havia para ser dito?
Deu um sorriso triste, tentando tirar aqueles pensamentos de sua mente. Tinha trabalho a fazer, e, conforme voltava à atenção para o seu mais novo projeto, uma música com tendências pop e country, lembrou a si mesma de que estava na hora de olhar para frente e não para trás. Podia ser aceita em Julliard ou não, embora o diretor tenha dito que a sua candidatura parecia “muito promissória”. Não importa o que acontecesse, sabia que o seu futuro estava na musica, e, de uma forma ou de outra, encontraria o caminho de volta a essa paixão.
Em cima do piano, seu telefone começou a vibrar. Ao pegá-lo supôs que fosse sua mãe, até olhar para a tela ficou paralisada ao olhar novamente enquanto ele vibrava. Respirou fundo, levantou a tampa e levou-o até o ouvido.
-Alô?
-Oi – disse uma voz familiar- É o Will.
Ela tentou imaginar de onde ele poderia estar ligando. Parecia haver um eco atrás dele, similar a um aeroporto.
-Você acabou de sair do avião? –ela perguntou
-Não. Voltei há alguns dias. Por quê?
-Estou escutando um som estranho – disse, sentindo eu coração apertar só um pouquinho. Ele havia chegado há alguns dias, mas só agora tinha ligado- E como foi na Europa?
-Foi muito bom, na verdade. Minha mãe e eu estamos nos dando bem melhor do que eu esperava. Como vai o Jonah?
-Ele está bem. Está melhor... Ainda é difícil.
-Sinto muito – ele disse, e ela ouviu o eco novamente. Talvez estivesse na varanda de sua casa – O que mais você tem feito?
-Eu fiz uma audição eu Julliard, e acho que fui muito bem...
-Eu sei.
-Como você sabe?
-E por que mais você estaria aí?
Ela tentou entender sua resposta.
-Bem, não... É que eles me deixam estudar aqui até o piano do meu pai chegar, por causa da historia do meu pai com Julliard e tudo o mais. O diretor era muito amigo dele.
-Espero que você não esteja tão ocupada estudando que não possa tirar uma folga.
-Do que você está falando?
-Espero que você esteja livre nesse fim de semana para sair comigo. Quer dizer, se não tiver outros planos.
Sentiu seu coração sair pela boca.
-Você vai vir para Nova York?
-Vou ficar com Megan. Sabe como é, ver como andam os recém-casados.
-Quando você vai chegar?
-Vejamos... – dava quase para vê-lo olhar no relógio – Aterrissei a pouco mais de uma hora.
-Você está aqui? Onde você está?
Demorou um pouco para ele responder, quando ela ouviu sua voz de novo, percebeu que não vinha do telefone. Vinha por detrás dela. Virou-se e o viu parado na porta com o telefone na mão.
-Desculpe. Não pude resistir.
Mesmo sabendo que ele estava ali, não conseguia acreditar no que via. Fechou os olhos e os abriu novamente.
Sim, ele ainda estava lá. Impressionante.
-Por que você não me avisou que estava vindo?
-Por que eu queria fazer uma surpresa.
E fez mesmo, era tudo que conseguia pensar. Usando jeans e uma blusa de lã com decote V, ele estava mais bonito do que ela se lembrava.
-Além do mais, a algo importante que quero dizer para você.
-O que é?
-Antes de responder, quero saber se o encontro está de pé.
-Que encontro?
-Neste final de semana, lembra? Está de pé?
Ela sorriu.
-Sim está de pé.
Ele concordou com a cabeça.
-E no outro fim de semana?
Pela primeira vez, ela hesitou:
-Quanto tempo você vai ficar?
Ele começou a aproximar-se dela lentamente:
-Bem... Era sobre isso que eu queria falar com você. Lembra-se de quando eu falei para você que minha primeira opção não era Vanderbilt? Que eu queria mesmo era ir para essa outra faculdade que tinha um programa de ciências ambientais incríveis? Então, quando eu estava na Europa, descobri que eles aceitam transferência no meio do ano. Começo a estudar lá no próximo semestre, imaginei que você ia querer saber.
- Bem... Que bom! – disse hesitante- Para onde você vai?
-Columbia.
Por um instante, ela não estava certa se havia entendido direito.
- Você está falando da Columbia de Nova York?
-Essa mesmo.
-Sério? – quase gritou ao falar.
-Começo em algumas semanas. Dá pra imaginar? Um típico rapaz do Sul como eu perdido na cidade grande? Provavelmente vou precisar de alguém que me ajude a me adaptar à cidade, e tinha esperanças de que esse alguém fosse você, se você não se importar.
Ele já estava perto o suficiente para pegar na calça dela. Quando a trouxe para perto, ela sentiu tudo ao seu redor desmoronar. Will ia estudar lá. Em Nova York. Com ela.
E, com isso, ela o abraçou, sentindo o corpo dele encaixar-se perfeitamente ao seu, sabendo que não havia nada a fazer para tornar aquele momento melhor do que estava.
-Por mim, tudo bem. Mas não vai ser nada fácil para você. Não há pesca nem lama por aqui.
Os braços dele deslizavam por sua cintura.
-Já imaginava.
-E nem muito vôlei de praia. Principalmente em janeiro.
- Acho que vou ter que fazer alguns sacrifícios.
-Talvez, se tiver sorte, podemos pensar em outras maneiras de ocupar seu tempo livre.
Inclinando-se, ele a beijou delicadamente, primeiro no rosto, depois nos lábios. Quando seus olhares se encontraram, ela viu o jovem que tinha amado no verão passado e que ainda amava.
-Eu nunca deixei de te amar, Ronnie. E nunca deixei de pensar em você. Mesmo que o verão tenha acabado.
-Eu também te amo, Will Blakelee – ela sussurrou, inclinando-se para beijá-lo novamente.

Oioioiii

Meu nome é Tamyres Cristina Fim e vou, apartir de hoje, publicar o meu livro "Algo Mais Que a Esperança" neste blog.
A história é inspirada no clássico "A Ultima Musica" de Nicholas Sparks, onde Ronnie (protagonista) passa pelos mesmos problemas de seu pai.
O livro, eu gostaria de dedicar para as minhas professora Ana Maria e Gema.
Espero que gostem.
        Com carinho,
                   a autora.